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22 de Abril de 2021
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    Deputado Aelton Freitas ensina a comprar votos

    O deputado federal pelo Partido da República (PR) de Minas Gerais, Aelton Freitas, foi flagrado em um vídeo onde ensina como se disputa uma eleição comprando votos e espalhando boatos sobre os concorrentes. A denúncia foi feita ontem pelo Fantástico, da Rede Globo.

    No vídeo, gravado em em setembro de 2012, na retal final das eleições para vereador e prefeito, o deputado está em um restaurante em Capetinga, cidade com pouco de 7.000 habitantes no Sul de Minas. Na mesa, estão o então prefeito da cidade, Carlos Roberto Custódio, conhecido como Carlito, o candidato a prefeito, Donizete do Escritório, e o candidato a vice, Adriano do Gás. Também estão na mesa as mulheres deles e um assessor do deputado.

    O grupo está reunido para receber ensinamentos políticos de Aelton Freitas sobre como uma fazer campanha eleitoral. Em uma das lições dadas pelo deputado está a técnica do cartãozinho.

    Nós vamos fazer 200 cartõezinhos. Esse cartãozinho vale R$ 100. O cara não vai votar em você. Vai votar nos R$ 100 que o cartãozinho que está no bolso dele vale. E outra: só vão pagar se tiver sido eleito, explica o parlamentar no vídeo. Ele ainda ensina a espalhar boatos contra adversários políticos.

    Depois dessas lições, Aelton explica como retribui a votação recebida: ele usa a verba das chamadas emendas parlamentares para favorecer os municípios onde obteve mais votos: Um parlamentar tem R$ 12 milhões de emenda por ano. Eu procuro distribuir essas emendas proporcionais aos votos que eu tenho.

    Político afirma que tudo não passou de uma brincadeira

    Em entrevista ao Fantástico, o deputado Aelton Freitas (PR) negou que tenha ensinado a comprar votos na eleição municipal de Capetinga e afirmou que jamais comprou votos: Eu nunca participei, eu nunca comprei. Estou há 20 anos na política, nunca comprei.

    Segundo ele, tudo não passou de brincadeira. Fiz alguma brincadeira, que eu sou muito de contar piada em reuniões, depois pedi desculpas no final da reunião pelo que eu tinha falado e pelas brincadeiras de mau gosto, me despedi e fui embora.

    No entanto, um homem que trabalhou para o então candidato Donizete do Escritório, apoiado pelo deputado federal, confirmou à reportagem da Rede Globo que a campanha comprou votos usando a técnica do cartãozinho. (O Tempo)

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