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30 de Março de 2020
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    Tribunal abre processo para investigar magistrado

    Alexandre Carvalho é suspeito de manter assessora fantasma em gabinete

    Depois de uma longa sessão, a Corte Superior do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG) decidiu, na noite de quarta-feira (14), por volta das 21 horas, pela abertura de processo disciplinar contra o desembargador Alexandre Victor de Carvalho, de 46 anos. Filho do ex-presidente do Tribunal de Justiça Orlando Adão Carvalho, o desembargador Alexandre Carvalho, da 4ª e 5ª câmaras criminais, é suspeito de manter uma assessora fantasma à disposição do seu gabinete.

    A suposta servidora fantasma, que também acusa o desembargador de extorsão de parte de seu salário, é a advogada Leoni Barbosa Antunes de Morais, com residência no Bairro de Lourdes, uma das regiões mais valorizadas de Belo Horizonte. Em julho do ano passado, Leoni relatou as supostas irregularidades em depoimento concedido à Polícia Civil.

    O Hoje em Dia teve acesso à integra do interrogatório. Além de envolver diretamente o desembargador com as supostas infrações no exercício das funções, conforme informou o TJ, o relato também coloca o ex-presidente Orlando Adão no centro da investigação. Procurada, a advogada se recusou a conceder entrevista, alegando que o caso está nas mãos da Justiça.

    No depoimento, Leoni sustenta que ficou lotada no tribunal num período de aproximadamente três anos, dois meses e nove dias e que recebia um salário de R$ 7.500 por mês.

    Em breve entrevista, o desembargador Alexandre Carvalho deu a seguinte declaração: "Esse é um assunto extremamente sigiloso, que eu prefiro não comentar. Quando houver a finalização disso, a gente comenta porque tenho certeza que vai chegar a bom termo. Por gentileza, não quero comentar esse assunto", limitou-se.

    Como possui foro privilegiado, a investigação será conduzida pela Corte Superior do TJ, formada por 25 desembargadores. Na sessão de anteontem à noite, 17 magistrados votaram favoráveis à abertura do procedimento, enquanto oito optaram pelo arquivamento. No entanto, por unanimidade, a Corte indeferiu o pedido de afastamento. (Hojeemdia)

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